Para procuradores, delegado da ditadura na ativa em São Paulo mostra 'déficit' na transição


Os procuradores do Grupo de Trabalho de Justiça de Transição do Ministério Público Federal consideram que a manutenção em órgãos públicos de funcionários da ditadura é o maior atraso do Brasil na caminhada à democracia.

Questionado sobre o fato de Dirceu Gravina, delegado da Polícia Civil de São Paulo denunciado ontem (24) pelo sequestro de um sindicalista em 1971, seguir na ativa, o procurador da República em Uruguaiana Ivan Cláudio Marx lamentou a situação. “A questão da depuração das instituições é um grande déficit brasileiro. Houve alguns intentos aqui em São Paulo, mas realmente é um déficit.”